segunda-feira, 6 de maio de 2013

Desperta Estudante da UEMA




É dever do estudante da UEMA compreender o meio em que se insere e reconhecer sua presença num quadro de educação eminentemente elitista e antipopular que em nada difere da esfera nacional. Em uma perspectiva estudantil, analisaremos as ações da UEMA no que diz respeito à assistência estudantil, o que aspiramos no Campus Universitário Paulo VI como também qual postura e a responsabilidade dos gestores desta IES (Instituição de Ensino Superior), e de que lado se posicionam: se da sociedade maranhense ou apenas da elite maranhense.
Perceba que com a expansão do ensino oferecido pela Uema, não diferentemente das universidades federais, mais pessoas podem acessar a educação superior. Também, há mais variedade de extratos sociais dentro da universidade. Desde estudantes proveniente de camadas sociais com maior poder aquisitivo até os estudantes universitários carentes que na ausência de recursos para a manutenção de políticas que busquem criar condições objetivas de permanência desse segmento da população na universidade faz com que esses estudantes, muitas vezes, desistam de seus cursos, ou mesmo, retardem sua conclusão. Queremos assistência estudantil! Queremos expansão com qualidade!
Podemos dizer que, genericamente, sem perder de vista as experiências e iniciativas diferenciadas, a assistência não é considerada como um espaço de ações educativas e de produção e transmissão do conhecimento, convivendo com sua marginalização no conjunto das prioridades acadêmicas e administrativas. (FARIA, 1993, p. 208)
A UEMA oferece apenas almoço aos universitários e trabalhadores no nosso querido R.U., e nossos gestores se pronunciam como se essa fosse a única assistência necessária aos estudantes. Ousam ainda, dizer que não pagamos por este recurso. A UEMA É ABSOLUTAMENTE CAPENGA EM MATÉRIA DE POLÍTICAS DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL.
Como se não bastasse, nossa Ajuda de Custa que associado ao R.U., era a mínima assistência que a universidade nos oferecia, hoje foi drasticamente reduzida, não mais correspondendo a nossa demanda de participação em atividades de âmbito nacional e internacional. E mais, saibam que os estudantes do programa Darcy Ribeiro e UEMANET não podem mais acessar o R.U.. Por quê? Por que mesmo que nosso R.U. é privatizado? ACORDEM ESTUDANTES, não podemos nos calar perante isto! O que está por vir? Pagar pela refeição no R.U.?
Na duvida aos administradores da UEMA e ao Governo, a assistência estudantil que nós queremos deve atender a nossa demanda em termos de moradia, alimentação, saúde, esporte, cultura e lazer, entre outras condições. Para o desempenho do nosso papel social, nós estudantes da Universidade Estadual do Maranhão, necessitamos, igualmente de livros, equipamentos de aprendizagem prática, acesso à informação e possibilidade de participação em eventos acadêmicos e culturais.
É neste âmbito que nós estudantes da Universidade Estadual do Maranhão, Campus Paulo VI, exigimos com urgência a volta do acesso dos estudantes do programa UEMANET e Darcy Ribeiro ao RU, o retorno dos investimentos em ajuda de custo para a participação dos estudantes em congressos, a oferta do Jantar Universitário e a Construção da Casa do Estudante dentro da Uema.

C.A.J.U. – P.I.T.U.

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