C.A.J.U.
Coletivo Alternativo da Juventude da UEMA
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Blog Concursos Literários: Chamada para Publicação - Fluxo - Revista de Criaç...
Blog Concursos Literários: Chamada para Publicação - Fluxo - Revista de Criaç...: A Fluxo - Revista de Criação Literária está organizando a seleção de contos, poemas e ensaios para a sua terceira edição. A publicação é gr...
segunda-feira, 27 de abril de 2015
O Coletivo Alternativo da
Juventude da UEMA existe desde 2012, em um cenário onde a gestão do DCE se
encontrava desmobilizada, desarticulando as lutas dos estudantes na UEMA. Desde
então várias foram às intervenções feitas por esse coletivo, dentre elas as
campanhas pelas questões sustentáveis na UEMA que hoje resultou na AGA, por
Assistência Estudantil e por direito a uma Área de Vivências da Universidade,
etc.
Logo, este Coletivo é uma ferramenta que trata
exclusivamente de temas da Universidade considerando assim prática
politico-estudantil, essencial na tomada de consciência de qualquer estudante
disposto a contribuir para uma sociedade mais justa.
Nossas
práticas estão orientadas na alternatividade, isto é, acreditamos que através
do compromisso, criatividade e consciência podemos promover e persistir numa
cultura politico estudantil viva e alegre com arte e seriedade onde a tomada de
consciência precede certamente atitude coletiva.
Desde
então sentimos a necessidade de congregar de forma deliberativa a “I Plenária
C.A.J.U.” onde o principal intuito é organizar um Calendário de Atividades
embasado nas discussões sobre as bandeiras de lutas comuns à esta universidade.
Dentre elas, Cultura e Lazer, Políticas Educacionais do Ensino Superior, Homem,
Mulher e Sociedade.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
“A VIDA DEPOIS DOS TRILHOS” – BY - JOHNNY
No DCE tem uma mascote e o nome dela é “Pretinha”. Ela é a segunda mascote do DCE, antes dela veio “Branquinha”, uma cadela muito esperta. Pretinha já tem mais de um mês e já é muito esperta, dá saltos nos pés dos estudantes e está aprendendo a latir. Eu acho que ela já reconhece as pessoas que mais ficam com ela. Porque ela faz aqueles olhinhos que os filhotes de cachorro fazem e até dorme no colo da gente. Ela é muito preguiçosa passa o dia inteiro dormindo e mamando na mãe.
Pretinha foi encontrada pelo meu peixe Elias que avisou, eu e Alan que havia uma cadela com seu filhote presos numa vala do prédio da Biologia. Decidimos ir à sua procura, foi numa noite daquelas em que a UEMA estava vazia eram nove horas. E eu conversava com Alan que certas coisas ninguém pode fazer por nós, quando olhamos... a lua! Daí eu falei: “Olha aquela lanterna vai nos ajudar a achar pretinha (nós já a tínhamos batizado). “Qual lanterna”?” – ele perguntou. “Ali, ali em cima, a lua”. Então quando chegamos lá vimos que a vala estava escura e parecia ter um metro e meio de profundidade, procuramos por toda a sua extensão, assoviamos mas nada se viu. Ela parecia não está lá. Foi só nos dias seguinte que Elias junto com Alan foram na busca de pretinha e acabaram achando. Elias ama os cães e não gosta de ver nenhum animal abandonado, principalmente os pequenos e indefesos, já Alan também gosta de cães pena que torce pro time do São Paulo... Eles levaram Pretinha para o DCE e foi lá que ela recebeu todos os cuidados. A filhotinha estava magra cheia de piolhos e carrapatos e a mãe que também veio parecia falar “Deus é grande, ainda bem que vocês existem”. Pretinha tinha só vinte dias e por isso nem enxergar direito sabia. Depois daí as pessoas que vinham no DCE começaram a conhecer pretinha e querer adotá-la. Mas ninguém teve coragem de deixá-la ir. O pequizeiro que antes fazia sombra nos tablados (palcos de madeira) já estava quase sem folhas, não chovia fazia algum tempo, um cenário nordestino para Vangoh e sua cores pardacentas. Pretinha não vivia dias fáceis, pois com o DCE sem gestão a organização estudantil não poderia acontecer para ajudá-la. Neste caso, poderíamos cobrar uma política de manutenção para esses cães abandonados no campus. Ou pelo menos que pudéssemos escrever naqueles muros brancos do campus “Não Abandone seus Cães, isso é um crime!”. Eu sei bem o que é isso, pois vivi experiência parecida, passei esse mês por lá, e não vi nenhuma assistência estudantil acontecendo (e olha que cobro isso há muito tempo). Aliás, meu sonho antes de morrer é ver a UEMA com passarelas cobertas pra que ninguém mais se queime tanto pelo sol e de ver uma republica dentro da UEMA. Pois é, dentre muitas questões estava eu numa noite, sozinho junto com pretinha no meu colchão quando de repente sai àquela urina quente... Agora só me resta trocar a colcha. Mas apesar disso foi legal ter pretinha ali, ter dado seu primeiro banho junto com Osana com shampoo e tudo e no segundo banho foi até filmada com direito a talco...
E pretinha ia assim arrancado corações de todos que a vissem e agora então que ela tá linda, correndo feita cachorra grande. Às vezes ela até pensa: “O que será que existe ali depois dos trilhos”. Pretinha se referia aos velhos trilhos do bondinho que um dia passou por lá. Os pensamentos de pretinha são bem assim como os de alguns que olham pro DCE e se perguntam o que será que existe do lado de cá? Ou então já tem mesmo é o preconceito formado. E então querem conhecer pretinha? É só atravessar os trilhos.
terça-feira, 18 de março de 2014
Vim Pra UEMA ... Fazer o que?
Como significado
de valorização e cientes do poder da contribuição de cada um é que damos as
boas vindas aos calouros e veteranos desta Universidade. Em especial a você
estudante que ainda se pergunta, por que ainda enfrentamos tantas dificuldades
no dia – a – dia ou irá enfrentar nos próximos anos.
Esta Cidade
Universitária é de fato como uma Cidade, com prefeitura, ruas, Biblioteca, Posto
médico, Restaurantes, Setores jurídico e financeiro, vias urbanas, etc. Nossa
comunidade é formada por funcionários públicos, por várias empresas terceirizadas
como os “Seguranças da V.I.P.”, por professores e Estudantes. Todos, estamos
por aí executando um papel profissional e por que não social, pois na
convivência nos relacionamos entre estes vários setores de forma a não
subjugar nenhum, tratando de alcançar os melhores resultados possíveis. Por
isso não é difícil perceber que cada posição social tem fundamental importância
no bom funcionamento e melhoria do espaço. A sua posição social aqui, nesta IES
(Instituição de Ensino Superior) é a de Estudante de Ensino Superior, você sabe
o que representa isso? O fato é que podemos criar grandes mudanças juntos. E
juntos estaremos em momentos intensos, tensos ou descontraídos, enfrentando
desafios em diversos contextos, encontrando cenários contraditórios e que
possam te reprimir. Encontrará pessoas dispostas a te ajudar e pessoas a serem
ajudadas. Assim como numa cidade você será convidado a ver que somos um e por
isso nossas ações deverão ser sempre pelo bem comum. Aqui encontramos pessoas
dispostas a ajudar sem nada querer em troca a não ser sua amizade, funcionários
que realizam suas funções com dedicação e respeito e que fazem uma UEMA melhor.
No entanto na
história dessa Universidade passamos por várias práticas politiqueiras que
sucatearam aos vários setores dessa Instituição de Ensino, a citar, a falta de autonomia
política (sem a equidade de votos entre professores, funcionários e estudantes
nas eleições para Reitor) ou ainda, a falta de passarelas cobertas para dias de
sol e chuva e a precária iluminação noturna.
Com isso queremos
dizer que recebemos a todos de braços abertos dizendo que a sua vida começou lá
fora, mas continua aqui.
terça-feira, 11 de março de 2014
Moradia Estudantil Para Estudantes da UEMA
Depois dos variados
conflitos com a direção superior da universidade, através de paralisações do
portão da UEMA, interrupção do evento científico (SEMIC), debates em reuniões e
etc. A UEMA, na responsabilidade de seus representantes político-administrativos
parece que resolveu dar ouvidos ao nosso clamor e nos geraram um sinal positivo
para atender às reivindicações que não são apenas nossas, mas de todo o estudante que,
ao chegar à universidade, se deparam com a falta de moradia e assistência estudantil.
Como no caso de estudantes que moram no interior do Maranhão, em outros Estados
da federação, outros Países e estudantes
carentes da capital.
Agora
a casa do estudante pode estar a um passo de evoluir para um novo patamar. No
entanto precisamos de vocês, que necessitam de uma moradia para continuar os
estudos ou mesmo iniciá-los nesta IES (Instituição de Ensino Superior). Entre
em contato conosco através desse mural ou por mensagem in-box. Precisamos
mostrar a quantidade de estudantes que neste momento se encontram em
vulnerabilidade por falta de moradia estudantil.
Muito
obrigado a todos pela atenção.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
“O QUE EXISTE ANTES DA CRÍTICA”
É bem verdade que existe muita
gente corajosa por aí e também é verdade que o cansaço pode corromper muita
gente, mas na maioria das vezes a corrupção vem de uma vontade de vencer a
qualquer custo.
Antes gostaria de parabenizar a
todos aqueles que tiveram coragem e a felicidade de pensar a UEMA como um lugar
onde pudéssemos cultuar valores fraternos de solidariedade, respeito e
responsabilidade. Aqueles que assim como este coletivo vê que, sim, esta universidade
poderá nos aproximar da igualdade de gênero, cor e condição moral e econômica.
Não se trata de criticar, aliás,
seria muito melhor se antes da critica viesse o: “Como poderei resolver isso?”.
Por nos achar superiores, criticamos o outro como se estivéssemos certos do
erro alheio. Embora alguns deles possam parecer óbvios no fim das contas são
sempre criticas vindas da aparência.
Por isso não podemos achar que
esta administração superior adivinhará o que queremos pra essa IES (Instituição
de Ensino Superior), ou ainda precisamos superar a crítica ativa e ser humanos
o suficiente para aceitar equívocos próprios.
Não, não queremos vencer
sozinhos, não queremos agredir ninguém pra se sentir mais fortes. Queremos
antes o estudante do interior sem renda com uma Casa de Estudante no
campus que garantam condições de vida e higiene (diferente da casa de estudante
da uema no centro), queremos que qualquer estudante possa ter o direito a ir a
eventos fora do estado tendo trabalho pra apresentar ou não, queremos que todos
nos ajudem a construir uma UEMA diferente, a verdadeira vitória só assim se
alcançará! Obrigado a todos aqueles que lutaram por melhorias na UEMA, pois
vocês nos motivam a continuar acreditando neste lugar.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Dialogando sobre formações, fazeres, atuações e exercícios profissionais dos/as biólogos/as [1]
ARTIGO
DE OPINIÃO
Recentemente ouvi de um biólogo
licenciado que atualmente realiza estudos de mestrado no campo da Educação a
seguinte proposição: “professor Jackson Ronie uma pessoa me questionou sobre
minha formação de pós-graduação stricto
sensu”. Segundo o biólogo a pessoa disse: "não consigo conceber como biólogo uma pessoa que não atua como biólogo.
Biólogo é aquele que vai para o campo. É aquele que trabalha em laboratório".
A pessoa, que por sinal exerce a profissão de biólogo/a disse ainda: "não sei o que uma pessoa formada em Biologia
quer fazendo pós-graduação no campo educacional. Isso não é biólogo pra mim".
Ao avaliar o discurso empreendido tanto pelo biólogo pós-graduando quanto pela
pessoa que colocou em dúvida sua identidade de biólogo respondi:
“Acho
um grande equívoco a tese dessa pessoa. O/A biólogo/a licenciado/a é mais que
biólogo/a. É um sujeito que exercita as ciências biológicas em sua mais
produtiva complexidade. O biólogo licenciado (e a bióloga licenciada) é aquela
pessoa que pensa a biologia para além dos dogmatismos e essencialismos das
Ciências Biológicas. O que é um/a biólogo/a? Minha concepção de ser/estar biólogo/a
vai mais além. Primeiro: biólogo/a estuda, pesquisa, trabalha (com) e ensina
sobre objetos da vida. Disse: ‘ensina’.
Mesmo tendo a insígnia de "biólogo do campo e do laboratório" esses
sujeitos estão sempre ensinando. E já imaginou um/a biólogo/a licenciado/a!? Que
beleza de profissional a sociedade terá! Um biólogo além de mexer em
microscópios, coletar animais e vegetais, redigir laudos, monitorar ambientes,
dissecar glândulas, músculos e cérebros, etc., etc., etc., ensina sobre o que
dizemos ser a vida, ou melhor, as vidas. O/A biólogo/a-docente professa as
epistemologias que a Ciência inventou/inventa sobre o que é vivo e o que não é.
Segundo: precisamos pensar sobre pragmatismos, dogmatismos, essencialismos e
fundamentalismos profissionais. Somos o que queremos ser. Se alguém frequenta uma
faculdade de Biologia e quer seguir a carreira professoral isso jamais vai
apagar a marca de biólogo/a construída. E se tentarem apagar podemos a qualquer
momento reacender. Nossas identidades são (re) construídas a todo momento. Não
acredito em fixidez de identidade. A identidade profissional tem dimensões
estáveis e instáveis. Acho mais prudente dizermos: podemos ser/podemos estar. Sinto
prazer quando percebo que os/as estudantes de Biologia enxergam para além das
lupas, dos microscópios, do formol, dos GPS, dos protocolos e relatórios de
campo, das medidas de um estômago de cavalo ou de um boto. Quando percebo que
um/a estudante de licenciatura consegue perceber o naturalizado pelas Ciências
Biológicas acredito que essa pessoa terá inúmeros diferenciais como
profissional que opera com objetos biológicos: poderá agir com (hiper) crítica,
desconfiará das naturalizações exacerbadas, conseguirá conectar o biológico ao
sociocultural. Fico contente quando percebo que biólogos/as trilham pelos
complexos e instigantes universos das ciências sociais. Biólogos/as façam
também pós-graduações no campo educacional. Os objetos e epistemologias
pedagógicas também podem conviver com lupas, GPS, pinças, béqueres,
microscópios e bisturis. Sejam biólogos/as reflexivos...”.
[1] O texto foi produzido a partir
de um diálogo que tive com um biólogo que decidiu seguir sua carreira acadêmica
no campo pedagógico/educacional. O discurso do professor-biólogo me estimulou a
problematizar esse tema. O texto foi escrito em 14 de maio de 2013.
[2] Licenciado em Biologia (UEMA),
Licenciado em Química (UEMA), Farmacêutico-Bioquímico (UFMA), Especialista em
Biologia (Universidade Federal de Lavras / UFLA – MG), Especialista em
Metodologia do Ensino Superior (UFMA), Especialista em Sexologia (Universidade
Cândido Mendes / UCAM – RJ), Especialista em Micologia (Escola Paulista de
Medicina / UNIFESP / UFMA), Mestre em Saúde e Ambiente (UFMA), Doutor em
Educação (UNISINOS – RS), Professor Adjunto do Departamento de Química e
Biologia – UEMA, Professor do Curso de Ciências – Habilitações: Biologia,
Física, Matemática e Química e Professor do Curso de Ciências Biológicas
Licenciatura.
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